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FHC e Bernard Mencier participam de seminário do Ação Jovem
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Em parceria com o Pensando no Brasil, AJ recebeu 160 jovens na BM&F para discutir o meio ambiente como causa humanitária.
O Ação Jovem do Mercado Financeiro e de Capitais (AJMFC) e o movimento Pensando no Brasil realizaram o seminário O Meio Ambiente como causa humanitária: a busca pelo Desenvolvimento Sustentável, na última quinta-feira (28/02), na BM&F, em São Paulo.
O evento contou com explanações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de Bernard Mencier, presidente do conselho de administração do BNP Paribas, e de Guilherme Fagundes, do Departamento de Projetos Especiais da BM&F. Manoel Félix Cintra, presidente da BM&F, Gabriel Cintra, presidente do Ação Jovem do Mercado Financeiro e de Capitais, e Fábio Chateaubriand, coordenador-geral do Pensando no Brasil, completaram a mesa.
A partir das apresentações, o AJMFC produzirá um documento com questões que serão levadas aos jovens de todas as entidades parceiras, das universidades, e outras entidades. “O objetivo é dar prosseguimento ao assunto, fazer com que esse seminário produza efeito também fora do plenário onde foi realizado”, afirma Gabriel Cintra, presidente do AJMFC.
Antes das explanações, Manoel Félix deu as boas-vindas aos participantes enaltecendo a iniciativa do Ação Jovem e do Pensando no Brasil. O presidente da BM&F comentou o pioneirismo da Bolsa na formatação do mercado de crédito de carbono no Brasil, constatando que “a preocupação ambiental tem interesses econômicos e políticos”.
O primeiro a fazer sua apresentação foi o sociólogo e presidente do Brasil de 1995 a 2002 Fernando Henrique Cardoso. Com base em seu conhecimento, o ex-presidente contou aos jovens como foi a evolução da preocupação global com o tema meio ambiente, como ele ganhou espaço na agenda mundial desde a década de 70 até os dias de hoje. “Um evento como esse, em que os jovens, que são o futuro, estão preocupados com o desenvolvimento sustentável, mostra que houve uma grande evolução em relação ao tema”, disse FHC. “E o Brasil tem que ter uma posição de liderança mundial nesse debate”.
Fernando Henrique destacou alguns pleitos que devem ser levados adiante em sua visão, como por exemplo, a manutenção das florestas ser considerada geradora de créditos de caborno. O ex-presidente ainda ressaltou a influência da economia no meio ambiente. “Se a economia brasileira cresce, o desmatamento cresce”, afirmou. E destacou o papel dos mercados na solução dos problemas: “A questão tem que ser combatida por duas frentes: a dos governos, que entra com a regulação, e a dos mercados, das bolsas, que produz a solução negociada”, explicou FHC.
Bernard Mencier falou em seguida, e utilizou indicadores econômicos para mostrar a posição do Brasil na economia mundial. Para o presidente do Conselho de Admininstração do BNP Paribas, o Brasil já tem uma posição econômica consolidada, inclusive para atingir o Investment Grade, e isso credencia o País economicamente a lutar por melhorias na questão do desenvolvimento sustentável, inclusive com papel relevante em nível mundial.
O último a explanar foi Guilherme Fagundes, da BM&F, que mostrou como funciona o mercado de crédito de carbono, as expectativas para o desenvolvimento do mesmo e mostrou um exemplo da Prefeitura de São Paulo, que arrecadou R$ 33 milhões com a venda de créditos gerados por um aterro sanitário (Aterro Bandeirantes) em leilão realizado na BM&F.
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