Debate  

Jovens debatem os desafios de empreender no mercado financeiro  

 

Na quarta-feira, 30/09, o Ação Jovem realizou o debate Jovens Empreendedores do Mercado Financeiro, com Carlos Alberto Botelho de Souza Barros, presidente da Corretora Souza Barros; Mônica Saccarelli, sócia da Link Investimentos e diretora do Link Trade; e Stephan de Sabrit, diretor da área de Investiment Banking da Planner Corretora de Valores. Dezenas de pessoas participaram do evento gratuito e aberto ao público e puderam conhecer os perfis, as carreiras e o sucesso dos empreendimentos dos três debatedores convidados. A mediação foi de Andréa Beer, relações públicas e conselheira do Ação Jovem. “Foi uma oportunidade única de conhecer numa só noite três casos de empreendedores com trajetórias bem diferentes, mas que tiveram sucesso no mercado financeiro”, comenta Andréa.

 

Primeira a contar as suas experiências, Mônica Sacarelli falou sobre o início da carreira no departamento de marketing da Bovespa e sua especialização nos Estados Unidos. “Para estudar e trabalhar fora do Brasil abri mão da estabilidade profissional na Bolsa. Arrisquei, dei alguns passos para trás e desafiei a mim mesma. É essa adrenalina que sempre me motiva,” revelou. De volta ao Brasil, Mônica criou o departamento de marketing e o Home Broker da Concórdia Corretora, onde adquiriu experiência para iniciar a sua trajetória de sucesso na Link Investimentos. Na nova instituição, Mônica tornou-se diretora da Link Trade, área idealizada por ela e totalmente dedicada à pessoa física em uma instituição reconhecida pelo atuação no segmento corporativo.  “Para qualquer tipo de empreendimento, seja para montar um negócio ou uma área, é preciso planejamento, capital, tempo hábil e liberdade para errar e aprender com o erro”, concluiu.

 

Stephan de Sabrit, em sua exposição, afirmou que a ousadia foi a palavra-chave de seu sucesso. “As dificuldades são extremas e poucas pessoas têm coragem para enfrentar os desafios que surgem em seu caminho”, contou. Para ele, o verdadeiro empreendedor não pode buscar diretamente o lucro, porque isso será o resultado das suas ações – ele tem que estar sempre ligado ao mundo, buscando, cada vez mais, novos conhecimentos para enfrentar os desafios. E um dos obstáculos enfrentados por Stephan foi ter que atuar com equipes que não possuíam os mesmos objetivos que ele. “O mais difícil é administrar as expectativas das pessoas, que muitas vezes, não têm coragem para assumir riscos, persistência, planejamento e comprometimento”, revelou.  Quando perguntado sobre como financiar a atitude empreendedora, Stephan brincou ao comentar queno Brasil, só é possível contar com o apoio da família, amigos e alguns tolos, que acreditam nas nossas ideias.

 

Carlos Souza Barros, por sua vez, entrou no mercado financeiro atuando em uma empresa familiar, muito tradicional. Contou que “o empreendedorismo e a vontade de desenvolver novos projetos nem sempre vão partir de você, mas da empresa em que atua e isto é um sinal de que a empresa está viva”. Sobre a preparação para empreender, Carlos Souza Barros comentou sobre a importância de planejar, estudar o mercado que se pretende participar e sempre esperar pelo imponderável.  Ao falar de sua trajetória, relatou a experiência de abrir o primeiro banco de câmbio do Brasil, que ainda depende de aprovação de organismos certificadores e órgãos governamentais. “Este momento de espera é difícil. O Banco Central, tem seu próprio tempo e suas prioridades e o que temos a fazer é controlar os custos e administrar a ansiedade, principalmente da equipe envolvida. E, em alguns, casos reestruturar todo o projeto", explicou. Sobre financiamento de jovens empreendedores, Carlos deu como exemplo o Bovespa Mais, da BM&FBovespa. “A Bolsa é uma gigantesca engrenagem de financiamento”, concluiu.

 

Ao final, o público teve espaço para perguntas. Dicas para carreira no segmento de bancos e corretoras, como lidar com a ansiedade e pressão e a sustentabilidade no mercado financeiro foram  os principais temas abordados pelos espectadores.