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[Economia em Minutos] Veja em 2 minutos o que pode mexer com os mercados nesta semana

26 de fevereiro de 2018 - por Ação Jovem sem comentários

  • Destaques do dia

    - Mercado revisou crescimento para cima e inflação para baixo em 2018
    – Em semana de divulgação do PIB do quarto trimestre no Brasil, as atenções globais estarão voltadas ao discurso do novo presidente do Fed

    - Índice de confiança da construção recuou em fevereiro, após oito altas consecutivas
    – Sondagem da CNI reportou, pela primeira vez em quatro anos, que indústria espera aumento do emprego nos próximos meses

    - Regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram maiores quedas na taxa de desemprego em 2017
    – IPCA-15 de fevereiro reforçou cenário benigno de inflação, colocando viés baixista para nossa projeção de 2018
    – Fitch anunciou rebaixamento da nota de crédito brasileira

     – Mercado ajustou expectativas para o PIB e inflação deste ano

    De acordo com o Relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, o mercado ajustou suas expectativas de inflação, para baixo, e de PIB, para cima, em 2018. A mediana das expectativas para o crescimento do PIB deste ano passou de 2,80% para 2,89%, enquanto a de 2019 manteve-se em 3,00%. No caso das expectativas para o IPCA deste ano, a mediana caiu de 3,81% para 3,73%, mantendo-se estável para 2019, em 4,25%. No que tange à Selic, as projeções para o final de 2018 e de 2019 foram mantidas em 6,75% e 8,00%, nessa ordem. No que se refere ao câmbio, as expectativas ficaram estáveis em R$/US$ 3,30 para o encerramento de 2018 e em R$/US$ 3,39 para o final de 2019.

    Destaques da Semana

    - Em semana de divulgação do PIB do quarto trimestre, as atenções globais estarão voltadas para o discurso do novo presidente do Fed

    Em semana bastante carregada, as atenções se voltarão, na agenda doméstica ao PIB (quinta-feira) e às notas à imprensa do setor externo (nesta segunda), crédito (terça-feira) e de política fiscal (quarta). O PIB deverá apresentar expansão de 0,3% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2017, com bom desempenho do consumo no período. As notas do Banco Central, por sua vez, devem reforçar o cenário de balanço de pagamentos ajustado, aceleração marginal dos dados de crédito e resultados fiscais com ligeira melhora, influenciados por receitas extraordinárias. Além disso, o IGP-M de fevereiro deverá trazer alta moderada (projetamos 0,07%), o que deve ser impactado pela deflação de produtos agropecuários. Os indicadores de desemprego (Pnad) e de geração de vagas (Caged) deverão refletir a melhora do mercado de trabalho sem pressões salariais. Na agenda internacional, destaque para o primeiro discurso do novo presidente do FED, Jerome Powell na quarta-feira. Ademais, teremos nos EUA a divulgação do PCE de janeiro, que deverá mostrar pequena aceleração na margem. Na Europa, o foco ficará por conta da inflação ao consumidor, cuja prévia de fevereiro deverá reforçar expectativa de aceleração lenta.

    Atividade

    - FGV: índice de confiança da construção recuou em fevereiro, após oito altas consecutivas
    O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado há pouco pela FGV, recuou 1,2 ponto em fevereiro, para 81,4 pontos, após oito altas consecutivas. A queda no período foi impulsionada exclusivamente pelo componente que captura as expectativas empresariais do setor. De fato, o Índice de Expectativas caiu 3,2 pontos, atingindo 92,7 pontos, devolvendo parte das duas altas anteriores. Já o Índice de Situação Atual cresceu 0,6 ponto, para 70,5 0,2 ponto, o maior desde julho de 2015. A despeito da acomodação verificada na leitura atual, a tendência do ICST continua sendo de recuperação do setor.

    - CNI: sondagem apontou, pela primeira vez em quatro anos, que indústria espera aumento do emprego nos próximos meses
    A Sondagem da Indústria, divulgada na sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou um quadro favorável para o setor manufatureiro nos próximos meses. Considerando-se uma amostra de 2331 empresas pesquisadas entre os dias 1 e 19 deste mês, o indicador de produção industrial continuou em queda em janeiro, atingindo 48,4 pontos, abaixo do nível neutro (50 pontos). Ainda assim, o nível alcançado é 4,2 pontos maior do que o registrado em janeiro de 2017. Os estoques, por sua vez, mostraram pequeno recuo no mês, ficando ligeiramente abaixo do planejado pelas empresas (49,2 pontos). Pelo segundo mês consecutivo, todos os índices de expectativas mostraram melhora do otimismo. O destaque, neste caso, ficou por conta do número de empregados, cujo nível de 51,2 pontos mostra intenção de contratação para os próximos meses, algo que não acontecia há quatro anos. Continuamos acreditando que a produção industrial do mês, apurada pelo IBGE, devolverá a forte alta verificada em dezembro, mas a confirmação dessa expectativa não altera a trajetória de recuperação da indústria brasileira, como também tem sido capturado por outros indicadores de confiança.

    - Pnad Contínua: regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram maiores quedas na taxa de desemprego em 2017
    A taxa de desemprego no Brasil atingiu 11,8% entre outubro e dezembro de 2017, segundo dados da Pnad Contínua trimestral, divulgados na sexta-feira pelo IBGE. Esse resultado, que é 0,2 p.p. inferior ao observado no mesmo período de 2016, levou a uma taxa média de desocupação de 11,7% no ano passado. Considerando-se a abertura regional, as maiores quedas do indicador entre o quarto trimestre de 2016 e o mesmo de 2017 foram observadas no Centro-Oeste e no Norte. No primeiro caso, o desemprego recuou 1,5 p.p., para 9,4%, enquanto na segunda região a queda foi de 1,4 p.p., para 11,3%. No Nordeste, por sua vez, o indicador ficou 0,5 p.p. menor, em 13,8%. No Sul, houve estabilidade em 7,7% e, no Sudeste, alta de 0,3 p.p., para 12,6%. Avaliamos que a taxa de desemprego continuará com trajetória de decréscimo nos próximos meses, ainda que de forma gradual.

    Inflação

    - IBGE: IPCA-15 de fevereiro reforçou cenário benigno de inflação, colocando viés baixista para nossa projeção de 2018
    O IPCA-15 de fevereiro registrou alta de 0,38%, praticamente repetindo a alta do mês anterior (0,39%), de acordo com os dados divulgados na sexta-feira pelo IBGE. No acumulado dos últimos doze meses, o índice registrou alta de 2,9%, desacelerando em relação ao observado no mês anterior, 3,0%. As aberturas apresentaram dinâmicas distintas na transição de janeiro para fevereiro. Por um lado, alimentação no domicílio, habitação e vestuário desaceleraram em relação a janeiro e exerceram pressão para uma variação menor do índice no período. Por outro, transportes e educação exerceram pressão do lado oposto, com destaque para educação, cuja alta de 4,01% foi influenciada por reajustes das mensalidades escolares. O destaque da divulgação continuou sendo a dinâmica benigna dos núcleos de inflação, que atingiram 3,0% no acumulado dos últimos doze meses. Para o número fechado do mês (IPCA), esperamos alta de 0,33%. Esses números colocam um viés baixista para o nosso cenário de inflação deste ano (3,9%) e aumentam a probabilidade de um corte adicional da taxa Selic na próxima reunião do Copom.

    Setor Externo

    Fitch anunciou rebaixamento da nota de crédito brasileira
    A agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou na sexta-feira o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. A entidade alterou o rating brasileiro de BB para BB-, com perspectiva estável (era negativa antes do rebaixamento), colocando o país três níveis abaixo do grau de investimento. Em janeiro, esse mesmo movimento foi realizado pela Standard & Poor’s. Ao justificar a queda da nota, a Fitch destacou que a economia brasileira continua se recuperando da recessão, mas que a intensificação da retomada do crescimento poderia estar restringida pela existência de incertezas políticas, fiscais e relacionadas às reformas. Ademais, a agência destacou a questão fiscal, mencionado “os persistentes e elevados déficits fiscais, o crescente endividamento público e a falta de realização de reformas”.

    Tendências de Mercado

    Os mercados acionários operam em alta nesta manhã de segunda-feira, refletindo as declarações do presidente do Banco Central do Japão, Haruhiko Kuroda, de que a política monetária deve continuar expansionista no país. Diante desse posicionamento, as bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta e os índices futuros norte-americanos apontam para altas, mesma direção do observado nas praças europeias.

    No mercado de divisas, o dólar perde valor frente às principais moedas, exceção feita ao peso mexicano, que se deprecia refletindo a incerteza quanto ao resultado da sétima rodada de renegociação do NAFTA, que terá início hoje e se estenderá até dia 5 de março.

    No mercado de bens primários, as cotações do petróleo, das principais commodities industriais e dos grãos operam no campo positivo, em linha com o cenário de desvalorização do dólar. No Brasil, o mercado de juros deve ser influenciado pelo movimento de queda nas taxas mais longas no mercado internacional e pelas projeções contidas no relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central.

     FONTE: Economiaemdia.com.br

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