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[Economia em Minutos] Crédito a Empresas Acelera

29 de janeiro de 2018 - por Ação Jovem sem comentários

  • Concessões crescem enquanto inadimplência, juros e spread recuam.

    Estoque de crédito livre se recupera. O crescimento do estoque real total de crédito, embora ainda negativo, subiu de -1,3% para -0,6%. O crédito livre merece destaque: o crescimento foi de 4,8% para 5,2% para pessoa física (PF), de -4,5% para -2,0% para pessoa jurídica (PJ), e de 0,4% para 1,7% no total. Já o saldo direcionado segue fraco: o crescimento foi de 6,9% para 6,2% para PF, de -11,8% para -11,6% para PJ, e de -2,9% para -3,0% no total.

    Concessões de crédito a empresas são o destaque. O volume total de novas concessões (média diária real com ajuste sazonal) para PJ teve alta de 7,3%, sendo 7,6% no segmento livre e 4,1% no direcionado. Com esse resultado, o crédito corporativo já mostra uma tendência mais clara de recuperação (Figura 1). No segmento PF, a recuperação segue em curso: houve variação de -0,9%, sendo -1,0% no segmento livre e -0,3% no direcionado.

    Inadimplência tem queda expressiva. A inadimplência geral teve queda de 3,6% para 3,2% em dezembro. O mesmo ocorreu entre os segmentos PF e PJ, com queda de 3,3% para 2,9% em PJ, e de 3,8% para 3,5% em PF. No segmento de crédito livre, houve continuidade da tendência de queda em ambas as categorias (Figura 2). As taxas de juros médias continuaram em queda, de 26,9% para 25,6%. As taxas para PF e PJ tiveram comportamento próximo, com a primeira indo de 33,4% para 31,9% e a segunda indo de 17,7% para 16,8%. Essa queda foi acompanhada pela redução dos spreads.

    Crédito total deve ter crescimento acima do PIB em 2018. Levando em conta a expressiva redução da Selic até agora, a retomada da confiança e o menor endividamento de famílias e empresas, as concessões de crédito livre devem seguir se recuperando em ritmo acima do PIB neste ano, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Já o crédito total deve ter uma melhora mais tímida, uma vez que o crédito direcionado deve continuar tendo um desempenho fraco em 2018.

    Fonte: Votorantim Macro/ Banco Votorantim

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