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[Economia em Minutos] Veja em menos de 2 minutos as principais notícias de economia

26 de janeiro de 2018 - por Ação Jovem sem comentários

  • - Indicadores de atividade voltaram a surpreender positivamente e reforçaram a visão de recuperação gradual da atividade. Descontados os efeitos sazonais, foram gerados 63 mil empregos em dezembro – o fechamento líquido de 328,5 mil vagas formais foi menor do que o esperado (-395 mil) e corrobora nossa visão de que a recuperação do mercado de trabalho segue em curso. Essa recuperação gradual da economia, com importações contidas, ajuda a explicar, em grande medida, o resultado em transações correntes, de US$ 9,8 bilhões em 2017, o que equivale a 0,48% do PIB, o menor nível desde 2007. O ingresso líquido de investimento direto no País somou US$ 70,3 bilhões no ano (US$ 78 bilhões no ano anterior). Os dados ilustram a solidez no balanço de pagamentos e reforçam nossa leitura de que os fundamentos econômicos apontam uma taxa de câmbio no final do ano em R$ 3,20/US$.

    - Os dados correntes de inflação continuam apresentando núcleos bem comportados. A despeito do choque nos preços dos alimentos in natura, voltamos a observar descompressão na inflação de serviços no IPCA-15, influenciada positivamente pelo menor reajuste do salário mínimo e dos salários em geral, também evidenciado nos dados do Caged. Adicionalmente, as últimas divulgações do IPC-S corroboram nossa aposta de que os preços relacionados à educação estarão bem comportados na inflação de fevereiro. Em nossa visão, o cenário prospectivo benigno para a inflação de serviços e núcleos e o processo de retomada gradual da atividade reforçam a aposta de corte de 25 b.p. na Selic na próxima reunião do Copom (dias 6 e 7 de fevereiro), finalizando o ciclo de afrouxamento monetário em 6,75%.

    - As condições internacionais seguem bastante favoráveis. O PIB dos EUA registrou crescimento de 2,6% no 4º trimestre. Essa variação ficou abaixo do esperado, de 3,0%, mas mostra uma abertura favorável, com forte ajuste de estoques (-0.7 p.p. de contribuição) e sólido crescimento de consumo e investimentos. Por sua vez, os indicadores PMI’s de janeiro da Zona do Euro e dos EUA divulgados nesta semana indicam que o crescimento global continua forte e disseminado. Na Área do Euro, o BCE não alterou as taxas de juros e reforçou a comunicação anterior, sugerindo que o programa de compras de títulos poderá se encerrar em setembro deste ano. O BC do Japão, por sua vez, apontou que considera precipitado fazer uma discussão sobre remoção dos estímulos, uma vez que os núcleos de inflação ainda estão em patamares baixos.

    Perspectiva semanal
    - Dados dos mercados de crédito e de trabalho e a produção industrial serão os destaques da próxima semana. Após forte expansão no mercado informal observada nos últimos meses, avaliamos que a PNAD de dezembro mostrará ligeira desaceleração no ritmo de criação de vagas, com inflação de salário sob controle. Já para a produção industrial, esperamos alta de 2,4% na margem, mas que deve ser “devolvida” nos dados de janeiro. Por sua vez, a nota de crédito deve reforçar o descompasso observado entre o crédito PF e PJ nos últimos meses. Por fim, esperamos alta de 0,77% para o IGP-M, número ainda pressionado pelo minério de ferro.

    - Na agenda internacional, esperamos manutenção de juros pelo FOMC. Será importante observar possível sinalização de alta para a reunião de março. Ademais, serão conhecidos os dados do mercado de trabalho nos EUA. Na Zona do Euro, o PIB do 4º trimestre deverá mostrar manutenção do forte ritmo de crescimento observado no período anterior, enquanto o CPI deve reforçar a visão de inflação ainda baixa na região.

    Fonte: economiaemdia.com.br

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