Novidades

[Economia em Minutos] Fique por dentro do que pode mexer com o mercado esta semana em 2 minutos

15 de janeiro de 2018 - por Ação Jovem sem comentários

  • Destaques do dia
    – Expectativas do mercado para as principais variáveis econômicas ficaram praticamente inalteradas na última semana
    – Semana contará com dados de atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos
    – Avanço do IBC-Br em novembro reforçou cenário de retomada gradual da atividade
    – Desempenho do setor de serviços em novembro reforçou expectativa de retomada da economia
    – Surpresa altista com o núcleo de inflação ao consumidor nos EUA corroborou expectativa de continuidade de alta gradual dos juros

    - USDA revisou para cima os estoques mundiais de grãos

     Expectativas do mercado para as principais variáveis econômicas ficaram praticamente inalteradas na última semana

    As estimativas para as principais variáveis permaneceram praticamente estáveis, segundo projeções coletadas até o dia 12 de janeiro e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana das expectativas para o crescimento do PIB deste ano passou de 2,69% para 2,70%, enquanto a de 2019 permaneceu em 2,80%. As medianas das expectativas para o IPCA de 2018 e do próximo ano foram mantidas em 3,95% e 4,25%, respectivamente. As expectativas para a Selic no final deste ano, por sua vez, se mantiveram em 6,75%, mas foram reajustadas para dezembro de 2019, de 8,13% para 8,00%. No que se refere ao câmbio, a expectativa oscilou de R$/US$ 3,34 para R$/US$ 3,35 no final de 2018, e ficou estável  em R$/US$ 3,40 em 2019.

    Destaques da Semana
    Semana contará com dados de atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos
    Somando-se à estimativa mensal de PIB do Banco Central (IBC-BR), divulgado há pouco, o indicadores industriais que serão divulgados nesta semana deverão continuar apontando para uma recuperação gradual. Entre os índices de inflação, destaque para a segunda prévia do IGP-M, que ainda deverá mostrar alguma pressão de minério de ferro e de petróleo na abertura industrial.

    Na agenda internacional, serão conhecidos os dados chineses de atividade, incluindo PIB, investimentos, produção industrial e vendas no varejo. Estimamos variação de 6,8% no PIB chinês do quarto trimestre, compatível com um crescimento de 6,9% em 2017. Nos EUA, a produção industrial será o destaque.

    Atividade
    – Avanço do IBC-Br em novembro reforçou cenário de retomada gradual da atividade
    O IBC-Br, proxy mensal do PIB, subiu 0,5% na passagem de outubro para novembro, ajustados aos efeitos sazonais, conforme divulgado há pouco pelo Banco Central. O resultado superou a mediana das projeções do mercado, que indicava alta de 0,4%. Na comparação interanual, houve alta de 2,8%. Esse avanço corrobora nossa expectativa de retomada gradual da atividade econômica, com crescimento do PIB no quarto trimestre. Já para 2018, esperamos uma aceleração ao longo do ano, com expansão de 2,8% do PIB.

    - IBGE: desempenho do setor de serviços em novembro reforçou expectativa de retomada da economia
    O volume de serviços prestados às famílias e empresas avançou 1,0% entre outubro e novembro, descontada a sazonalidade, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira. Essa alta veio após as quedas anteriores, de 0,8% em outubro e de 0,1% em setembro. Na comparação interanual, o volume registrou queda de 0,7%, menos intensa do que a retração esperada pelo mercado, de 1,0%. A expansão em relação a outubro foi bastante disseminada, com quatro das cinco categorias registrando resultados positivos. A receita nominal, por sua vez, mostrou altas de 1,2% na margem e de 4,3% ante o mesmo mês de 2016. Esse resultado confirma nossa expectativa de uma retomada gradual da atividade econômica.

    Internacional
    – EUA: surpresa altista com o núcleo de inflação ao consumidor reforçou expectativa de continuidade de alta gradual dos juros

    O índice de inflação ao consumidor (CPI) desacelerou de 0,4% para 0,1% em dezembro, em grande medida refletindo a queda dos preços de energia (que passaram de uma alta de 3,9% em novembro para uma queda de 1,2% no último mês de 2017), enquanto na comparação interanual alta foi de 2,1%, ante  expansão de 2,2% verificada no mês anterior, na mesma base de comparação. Já o núcleo acelerou de uma alta de 0,1% para outra de 0,3% em dezembro, e em termos interanuais, passou de  1,7% para 1,8%. Essa aceleração do núcleo de inflação reforçou nossa percepção de que a inflação deve continuar caminhando gradualmente para a meta do FOMC, o que deve dar suporte à continuidade do processo de normalização gradual dos juros nos EUA.

    - USDA: estoques mundiais de grãos são revisados para cima
    Em seu primeiro relatório mensal deste ano, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) revisou para cima a previsão de estoques mundiais de soja e milho da safra 2017/2018. Mesmo com a redução da produção esperada de milho, prevaleceu a revisão baixista do consumo, com reavaliação altista dos estoques mundiais do grão. No caso da soja, com maior oferta esperada, o cenário também ficou mais confortável. A safra brasileira, que foi recentemente revisada para cima, também contribui positivamente para o cenário de oferta. Por fim, o balanço do trigo continua sendo muito favorável, também com reavaliação para cima da produção. De maneira geral, os números do relatório reforçam a perspectiva de preços agrícolas baixos no mundo.

    Tendências de Mercado
    Os mercados acionários iniciam a semana sem tendência única, em dia com menor liquidez devido ao feriado nos EUA. As bolsas asiáticas fecharam o pregão em alta, com exceção de Hong Kong, cujo mercado recuou 0,2%. As bolsas europeias, por outro lado, operam no campo positivo. No mercado de divisas, o dólar perde valor antes as principais moedas dos países desenvolvidos e também dos emergentes. O euro é negociado na maior cotação em três anos, refletindo o otimismo com a economia da região e o avanço nas negociações para a formação de uma coalização na Alemanha.

    No mercado de commodities, as cotações do petróleo são negociadas em queda, após terem registrado forte valorização ao longo da última semana. As agrícolas não são negociadas devido ao feriado norte-americano. Já os preços dos metais industriais operam em alta, impulsionada pela depreciação do dólar e pelo otimismo com o desempenho da economia global.

    No Brasil, o mercado de juros deve reagir ao IBC-Br, divulgado há pouco pelo Banco Central. Além disso, na agenda doméstica, conheceremos os dados semanais da balança comercial.

    Fonte: Economia em Dia / Bradesco

Comentários