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[Economia em Minutos] Mercado espera PIB maior e inflação em 4% ano que vem

11 de dezembro de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • O mercado alterou suas estimativas para o PIB e a inflação deste e do próximo ano, segundo projeções coletadas até o dia 8 de dezembro e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana das expectativas para o IPCA deste ano caiu de 3,03% para 2,88%, enquanto a de 2018 ficou estável em 4,02%. Já a mediana das expectativas para o crescimento do PIB neste ano subiu de 0,89% para 0,91% e foi de 2,60% para 2,62% para 2018.  As expectativas para a mediana da taxa Selic mais uma vez não se alteraram, permanecendo em 7,0% para o final de 2018. Por fim, as projeções medianas para a taxa de câmbio para o final deste ano se mantiveram em R$/US$ 3,25 em 2017 e R$/US$ 3,30 em 2018.

    Destaques da Semana
    Semana contará com decisões de política monetária dos principais bancos centrais
    Na agenda doméstica, os dados de vendas no varejo e a pesquisa mensal de serviços referentes a outubro, que serão divulgados na quarta-feira e na sexta-feira, respectivamente, deverão mostrar ligeira acomodação, compatível com nossa aceleração do crescimento no 4º trimestre. Além disso, a ata da reunião da última decisão do BC, a ser conhecida amanhã, trará detalhes adicionais sobre as próximas decisões do Copom. As decisões de política monetária do Fed,  Banco Central Europeu e Banco Central da Inglaterra serão os principais destaques da agenda internacional desta semana. Apostamos em elevação de 0,25 p.p. na taxa de juros dos EUA, na quarta-feira, e manutenção das taxas dos demais países, na quinta-feira. Além disso, esperamos um tom mais duro do BOE com a inflação elevada e o anúncio da decisão do fim do QE em setembro de 2018 pelo BCE. Também serão conhecidos ao longo da semana os dados de inflação ao consumidor da Alemanha e dos EUA.

    Atividade
    - IBGE: seis das quatorze regiões pesquisadas registraram crescimento da produção industrial entre setembro e outubro
    A produção industrial avançou em seis das quatorze regiões pesquisadas em outubro em relação a setembro, conforme os dados divulgados na última sexta-feira pela Pesquisa Industrial Mensal Regional do IBGE, já descontados os efeitos sazonais. No país, a produção industrial mostrou crescimento de 0,2%, influenciada majoritariamente pelo Amazonas, com alta de 3,9%, seguido de Santa Catarina e Ceará, com crescimento de 1,6% e 1,2%, respectivamente. No sentido oposto, oito regiões apresentaram queda, com destaque para o Nordeste. Na Bahia houve recuo de 7,0%, enquanto Pernambuco teve queda de 2,1%. Na comparação interanual, a produção industrial brasileira avançou 5,3%, com dez dos locais pesquisados registrando crescimento, sendo o Mato Grosso e o Pará as principais unidades da federação que impulsionaram o resultado positivo, com altas de 29,1% e 17,1%, respectivamente. Além disso, foi observada expansão de 1,9% da produção industrial brasileira no acumulado do ano, influenciada de maneira majoritária pelo avanço de 10,5% da indústria do Pará e de 5,0% do Paraná.

    - ABCR: fluxo pedagiado de veículos pesados recuou em novembro
    O fluxo pedagiado de veículos apresentou redução de 0,7% na passagem de outubro para novembro na série livre de efeitos sazonais, conforme divulgado na última sexta-feira pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Os fluxos de veículos leves e pesados recuaram 0,7% e 0,4%, respectivamente, também na série dessazonalizada. Em relação ao mesmo mês de 2016, o movimento total de veículos cresceu 2,8%, refletindo o desempenho positivo de veículos leves e pesados, que avançaram 2,4% e 4,2%, nessa ordem. Vale ressaltar que no acumulado de doze meses, o fluxo total de veículos aumentou 1,5%. A despeito dos resultados do fluxo pedagiado de veículos no mês de novembro, esperamos que a produção industrial apresente ligeira alta no período.

    Inflação
    - IBGE: surpresa baixista com o IPCA de novembro reforçou cenário favorável para a inflação
    O IPCA registrou alta de 0,28% em outubro, de acordo com os dados divulgados na última sexta-feira pelo IBGE. O resultado veio abaixo da nossa projeção e da mediana das expectativas do mercado, ambas em 0,35%. Em relação ao nosso número, a surpresa concentrou-se nos itens de alimentação, que apresentaram deflação maior que a esperada. A desaceleração em relação a outubro refletiu a menor variação de sete dos nove grupos que compõem o índice, com destaque para os preços de alimentos, que passaram de uma queda de 0,05% para outra de 0,38%. Destacou-se também a desaceleração dos preços de vestuário, que passaram de uma alta de 0,71% para outra de 0,10%. Os núcleos continuaram bem comportados, dando suporte ao ciclo de flexibilização monetária em curso. Com esse resultado, o IPCA acumulou elevação de 2,8% nos últimos doze meses, ligeiramente acima dos 2,7% observados na leitura anterior. As surpresas recentes com a inflação nos levaram a reduzir nossa projeção de IPCA para deste ano de 3,1% para 2,8%. Para 2018, continuamos projetando alta de 3,9%.

    Internacional
    - EUA: surpresa positiva com a geração líquida de empregos em novembro sugere que o mercado de trabalho continua aquecido

    Os dados de novembro do mercado de trabalho norte-americano apontaram criação de 228 mil vagas de emprego, conforme divulgado na última sexta-feira, acima da mediana das expectativas do mercado, de criação de 195 mil vagas no mês. A taxa de desemprego se manteve em 4,1% no período, sinalizando ainda que o mercado de trabalho norte-americano permanece aquecido. Por outro lado, os salários continuam bem comportados, registrando alta de 2,5% na comparação interanual, o que implica baixas pressões inflacionárias. Com isso, reforçamos nossa expectativa de normalização gradual da política monetária nos EUA, com elevação dos juros em dezembro e mais quatro altas ao longo de 2018.

    - China: desaceleração da inflação ao consumidor refletiu maior queda dos preços dos alimentos
    O índice de preços ao consumidor da China registrou alta de 1,7% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, abaixo da variação observada em outubro (1,9%) e da expectativa do mercado (1,8%). Essa desaceleração decorreu em grande parte do recuo mais intenso dos preços dos alimentos, que passaram de uma queda de 0,4% para outra de 1,1%, o que mais que compensou a aceleração nos preços dos combustíveis. Já o núcleo, que excluí alimentos e energia, registrou elevação de 2,3%, mantendo o ritmo de outubro. O índice de preços ao produtor, por sua vez, apresentou avanço interanual de 5,8% em novembro, reduzindo o ritmo do mês anterior. Vale destacar que grande parte dessa desaceleração dos preços ao produtor refletiu uma base de comparação mais forte em novembro do ano passado, uma vez que a variação do índice em comparação com o mês anterior desacelerou de 0,6% em outubro para 0,5% em novembro.

    Fonte: Economia em Dia

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