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[Economia em minutos] Economia está se recuperando mesmo – veja o que isso significa

1 de dezembro de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • Análise de Conjuntura

    Por economiaemdia.com.br

    – Nossa percepção de que a recuperação econômica é consistente mas gradual foi reforçada pelos dados das Contas Nacionais referentes ao terceiro trimestre. O crescimento de 0,1% ante o trimestre anterior teve como destaque, novamente, o consumo das famílias, que mostrou expansão de 1,2%. Beneficiado por um ambiente mais favorável do mercado de trabalho, seja em relação ao início do retorno ao setor formal e às sucessivas quedas da taxa de desemprego (que passou de 12,9% no início do ano para 12,5% em outubro), o comportamento do consumidor tem sido compatível com a melhora da confiança e diminuição da poupança precaucional. Soma-se a este movimento a divulgação de dados novamente favoráveis de inflação e condições expansionistas no mercado de crédito, fatores que corroboram um cenário de recuperação gradual, mas consistente. Por fim, apesar do crescimento do PIB na margem ter ficado levemente aquém do esperado, os dados referentes ao PIB agropecuário foram revisados para cima, o que coloca viés de alta para nossa projeção de 0,9% para o PIB do ano.

    – A recuperação dos investimentos também merece destaque, após trimestres sucessivos de queda. O crescimento de 1,6% no terceiro trimestre confirmou o que havíamos observado nos dados da indústria, com expansão da produção e importação de bens de capital. Por sua vez, as sondagens de novembro (indústria, comércio, serviços, construção civil e consumidores) reforçaram que a tendência de recuperação deve se manter nos próximos meses.

    – No cenário internacional, os indicadores de inflação favorecem o tom de gradualismo da normalização monetária. Nos EUA, o PCE, índice de preços de referência para o Fed, avançou 1,6% em outubro ante o mesmo mês do ano passado e 0,1% na variação mensal. Ainda que a elevação da inflação tenha sido tímida até aqui, a tendência atual reforça a expectativa de elevação dos juros na reunião deste mês do FOMC. Na Área do Euro, o índice de preços ao consumidor de novembro mostrou inflação contida, com variação em doze meses de 1,5%, praticamente o mesmo nível observado nos meses anteriores, e aquém da meta do BCE (ao redor de 2,0%).  Portanto, de maneira geral, a trajetória de inflação global segue controlada e a percepção de liquidez continua favorável, mesmo contemplando algum ajuste monetário moderado nos EUA.

    Perspectiva semanal
    – Decisão de politica monetária, IPCA e produção industrial serão os destaques da próxima semana. Com a manutenção do cenário benigno de inflação, especialmente com núcleos bem comportados (estimamos IPCA de 0,35% em novembro), esperamos redução de 0,5 p.p. na Selic na próxima reunião do COPOM. Assim, a taxa básica de juros encerrará o ano em 7,0%. Também será conhecida a produção industrial de outubro, para a qual esperamos ligeira alta na margem.

    – Na agenda internacional, indicadores de atividade, mercado de trabalho nos EUA e inflação na China serão os destaques. Os PMIs da Área do Euro deverão confirmar expansão ainda forte da atividade, principalmente industrial. Nos EUA, além dos PMIs, a divulgação da geração de vagas de novembro deverá corroborar a leitura de recuperação forte e consistente.

    Fonte: economiaemdia.com.br

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