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Estudo mostra que, na América Latina, brasileiros foram os que menos depositaram dinheiro na poupança no segundo trimestre

16 de outubro de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • Entre os latinoamericanos, os brasileiros foram os que menos depositaram dinheiro na poupança no terceiro trimestre deste ano.

    • Os brasileiros também são os mais  preocupados com a estabilidade política.

    • 89% dos entrevistados ainda acreditam que o país passa por recessão econômica.

    • Brasil se mantém abaixo da linha de otimismo após queda de um ponto em relação a 2016.

    • Para economizar, mais brasileiros estão adiando a compra de novas tecnologias.

    São Paulo, outubro de 2017. O Índice de Confiança do Consumidor da Nielsen, que mede a perspectivas de empregos locais, finanças pessoais e intenções imediatas de gastos, chegou a 84 pontos* no Brasil, de acordo com a medição do segundo trimestre de 2017. O resultado continua abaixo da linha de otimismo – de 100, contudo, houve aumento de 10 pontos em comparação ao mesmo período de 2016.

    * Baseado em uma linha de otimismo de 100 da Nielsen Global Confidence Consumer Survey.

    O mais recente Estudo Global sobre Confiança do Consumidor, Preocupações e Intenção de Compra, realizado por metodologia online em 63 países, mostra que em seis dos sete países latino americanos avaliados houve algum aumento de confiança. O Brasil (84) foi uma exceção ao registrar queda de um ponto em relação ao quarto trimestre de 2016, período do último estudo. A Colômbia (97) teve o maior crescimento, seguida pela Argentina (seis pontos), que alcançou 81, mesma pontuação que o Chile, que teve alta de três pontos (81). Tanto o México quanto a Venezuela conquistaram um ponto a mais, chegando a 87 e 58, respectivamente. Peru ainda permanece como um dos países mais otimistas da região, com 97 pontos.

    Mais brasileiros cortam gastos com tecnologia para economizar durante a crise – A maioria dos brasileiros entrevistados (89%) acredita que o país está passando por uma recessão, percentual inferior em comparação com o final do ano passado (91% no quarto trimestre de 2016). Mesmo com melhora sutil na percepção do cenário econômico atual, o Brasil ainda permanece como o penúltimo entre os países pesquisados na região, ficando apenas à frente da Venezuela, onde 97% dos entrevistados disseram acreditar que a recessão econômica ainda é uma realidade naquele país.

    Entre os que acreditam que o Brasil passa por uma recessão, metade (51%) considera que a situação não vai melhor nos próximos 12 meses, e 29% diz não saber o que vai ocorrer futuramente. Apenas um quinto desses entrevistados (20%) acreditam que haverá um progresso no quesito econômico no país.

    Para equilibrar a balança entre renda e gastos, 83% dos entrevistados alegaram ter adotado mudanças em seus hábitos de consumo.  As duas principais táticas mencionadas para reduzir o orçamento doméstico foram: cortar entretenimento fora do lar (61%) e gastar menos com roupas novas (56%). No quarto trimestre de 2016 essas ações foram as mais citadas pelos entrevistados, atingindo 62% e 55%, respectivamente. Uma nova ação para reduzir gastos cresceu entre os brasileiros, se trata de adiar a troca de dispositivos tecnológicos, como computadores e celulares, por versões mais novas. Esse comportamento subiu de sexto (44% no final de 2016) para terceiro lugar no segundo trimestre de 2017 (50%).

    A principal medida apontada pelos entrevistados brasileiros para continuar economizando, quando as condições econômicas melhorarem, foi economizar com combustível e eletricidade (40%), seguida por cortar despesas com telefonia (32%) e gastar menos com roupas (27%), o que indica que os cortes com entretenimento fora do lar e tecnologias estão mais conectados ao momento econômico do que a transformações duradouras nas preferências de consumo.

    Durante o segundo trimestre de 2017, os entrevistados disseram que, após pagar as despesas básicas, eles gastam o que sobra com entretenimento fora do lar (38%) e quitam suas dívidas (32%). Os brasileiros foram os que menos colocaram dinheiro na poupança entre os latino americanos. Enquanto metade dos entrevistados em países como Peru, Colômbia e México  disseram ter poupado parte desse dinheiro remanescente (55%, 50% e 46%, respectivamente), no Brasil esse percentual foi apenas de 12%.

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    Cresce a preocupação com estabilidade política no segundo trimestre – A maior ou segunda maior preocupação relatada pelos brasileiros entrevistados foi a economia – com 42%, o que representa um aumento de 4% em relação ao último trimestre de 2016.

    O receio com a estabilidade política praticamente dobrou na comparação entre os dois períodos (17% Q4 2016 vs. 30% Q2 2017).Essa grande inquietude dos brasileiros em relação à estabilidade política destoa dos demais países latino americanos pesquisados, que tiveram, em média, 5% dos entrevistados altamente preocupados com o entorno político, com exceção da Venezuela, onde 29% apontou essa como uma de suas duas maiores preocupações.

    Fonte: Nilsen

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