Novidades

[Economia em Minutos] Saiba o que está acontecendo no Brasil e no mundo em menos de 5 minutos

9 de outubro de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • Mercado revisou para cima projeções para o crescimento do PIB de 2018

    O mercado elevou suas estimativas para o crescimento do PIB de 2018, além de ter revisado para cima as projeções de inflação deste ano e para baixo as de 2018, segundo estimativas coletadas até o dia 6 de outubro e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana das expectativas para o crescimento do PIB de 2017 não se alterou, ficando em 0,70%, mas as projeções para 2018 apresentaram alta, passando de 2,38% para 2,43%. Já a mediana das expectativas para o IPCA para 2017 foi ajustada para cima, passando de uma alta de 2,95% para outra de 2,98%, enquanto para 2018, foi revisada para baixo, de 4,06% para 4,02%. As expectativas para a mediana da taxa Selic permaneceram em 7,0% para ambos os anos e as projeções medianas para a taxa de cambio ficaram em R$/US$ 3,16 para o final deste ano e em R$/US$ 3,30 para o final de 2018.

    Destaques da Semana
    Vendas do varejo serão o foco da agenda doméstica
    Nesta semana serão divulgados os dados das vendas do varejo de agosto, para as quais esperamos avanço de 0,1% no comércio restrito. Apesar da ligeira acomodação em relação aos meses anteriores, o resultado de agosto não será influenciado diretamente pelos saques do FGTS (que terminaram em meados de julho) e, caso nossa projeção se confirme, refletirá uma retomada sustentada do consumo. Na agenda internacional, as divulgações devem confirmar o cenário benigno para a inflação e positivo para a atividade. Em relação à inflação, serão conhecidas as informações dos índices de preços ao consumidor dos EUA e da Alemanha. Além disso, serão divulgados os dados da China de balança comercial e crédito, de produção industrial da Zona do Euro e vendas no varejo dos EUA. A despeito da desaceleração esperada na China, os dados deverão reforçar nossa visão de crescimento forte e espalhado na economia global nesse terceiro trimestre, sem perspectivas de pressões inflacionárias ao consumidor, garantido um ambiente global com ampla liquidez nos próximos meses.

    Atividade
    - Anatel: número de usuários de banda larga manteve crescimento em agosto
    O serviço de banda larga registrou 19.485 novos assinantes em agosto, totalizando 27,9 milhões, o equivalente a um avanço de 0,1% em relação a julho, segundo dados divulgados na última semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. Na comparação com o mesmo mês de 2016, houve variação positiva de 5,5%. Esperamos continuidade do crescimento da demanda por banda larga ao longo deste ano, dada a atual recuperação do mercado de trabalho.

    Inflação
    - FGV: avanço do IGP-DI em setembro foi explicado pela aceleração dos preços agropecuários
    O IGP-DI subiu 0,62% em setembro, de acordo com os dados divulgados há pouco pela FGV, acima da nossa projeção (0,54%) e da mediana das expectativas do mercado (0,50%). A aceleração em relação a agosto, quando o índice cresceu 0,24%, foi explicada principalmente pelos produtos agrícolas no atacado, que passaram de uma queda de 1,81% para uma alta de 0,75%. No mesmo sentido, o IPA industrial avançou 1,05% neste mês (ante variação de 0,96% na leitura anterior), refletindo principalmente a elevação dos preços do diesel nas refinarias. O IPC, por sua vez, recuou 0,02% no período, ante alta de 0,13% no mês passado. Por fim, o INCC passou de uma elevação de 0,36% para outra de 0,06%. Com esse resultado, o IGP-M acumulou deflação de 1,04% nos últimos doze meses, ante recuo de 1,62% na leitura anterior.

    - IBGE: apesar da surpresa altista com o IPCA de setembro, cenário prospectivo de inflação segue favorável
    O IPCA mostrou alta de 0,16% em setembro, segundo os dados divulgados na última sexta-feira pelo IBGE. O resultado veio acima da nossa projeção (0,07%) e da mediana das expectativas do mercado (0,09%). Em relação ao nosso número, a surpresa concentrou-se nos itens de alimentação e despesas pessoais. A ligeira desaceleração em relação a agosto refletiu principalmente o recuo dos preços de habitação e a alta menos intensa de transportes. O primeiro grupo passou de uma alta de 0,57% para uma deflação de 0,12%, refletindo o recuo dos preços de energia elétrica, com o retorno da bandeira amarela. Já os preços de transportes passaram de uma alta de 1,53% para outra de 0,79%, com a dissipação dos efeitos da tributação sobre os preços dos combustíveis. Os  preços de alimentos, em contrapartida, passaram de uma queda de 1,07% em agosto para outra de 0,16%. Com isso, o IPCA acumulou elevação de 2,54% nos últimos doze meses, acima dos 2,46% observados na leitura anterior.

    Internacional
    - Alemanha: surpresa positiva com a produção industrial reforçou o cenário de continuidade do crescimento robusto no país

    Em linha com o sugerido pelas sondagens, o resultado da produção industrial da Alemanha apontou para um crescimento robusto da economia no terceiro trimestre. A produção industrial avançou 2,6% na passagem de julho para agosto, conforme divulgado nesta manhã, acima das expectativas do mercado, que apontavam para alta de 0,9%. O resultado foi puxado pelo setor manufatureiro, que avançou 3,2% nesse período, enquanto o setor de construção recuou 1,2%. Dentre as principais categorias, destacam-se o crescimento de 4,8% da produção de bens de capital e a alta de 10,8% da produção de veículos. Esse resultado positivo da atividade industrial alemã reforça a expectativa de que o crescimento da Área do Euro neste trimestre deve continuar sendo impulsionado pelo setor industrial.

    - EUA: apesar da surpresa negativa com a geração líquida de empregos em setembro, sua composição sugere que o mercado de trabalho segue aquecido,  com maior pressão salarial

    Os dados de setembro do mercado de trabalho norte-americano apontaram o fechamento de 33 mil vagas de emprego, conforme divulgado na última sexta-feira, bem abaixo da mediana das expectativas do mercado, de criação de 80 mil vagas no mês. Apesar da forte surpresa negativa, nossa interpretação é que esse resultado mais fraco em grande medida refletiu os efeitos do furacão Harvey, haja visto que a composição regional mostrou que os pedidos de auxilio desemprego cresceram bastante nas regiões mais afetadas pelo furacão. Reforçando nossa percepção de que o mercado de trabalho continua aquecido, a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,2% no período, refletindo o aumento da ocupação, com elevação da taxa de participação. Ademais, o crescimento dos salários também avançou, chegando a uma alta de 2,9% na comparação interanual, o que sugere maior pressão salarial. Diante disso, por mais que os dados de setembro estejam contaminados pelo efeito do furacão, não alteramos nosso cenário com relação ao mercado de trabalho e ao repasse das pressões salariais sobre os preços. Sendo assim, reforçamos nossa expectativa de normalização gradual da política monetária nos EUA, com elevação dos juros em dezembro e mais três altas ao longo de 2018.

    Tendências de Mercado
    Os mercados acionários iniciam a semana sem tendência única. Na Ásia, na volta do feriado chinês, a bolsa de Hong Kong recuou 0,5%, enquanto o índice de Shanghai avançou 1,2%. No Japão, os mercados estão fechados por conta do feriado local. As bolsas europeias operam em alta, após surpresa positiva com os dados de produção industrial da Alemanha. Nos Estados Unidos, os mercados não abrirão em função do feriado local. No mercado de divisas, o dólar perde valor ante as principais moedas dos países desenvolvidos, com exceção do iene.

    No mercado de commodities, as cotações do petróleo recuam. As cotações das principais commodities agrícolas também apresentam queda, com exceção do café e do açúcar, enquanto os preços dos metais industriais mostram movimentos distintos, com alta do preço do zinco e ligeiro recuo do cobre.

    No Brasil, o mercado de juros deve reagir às projeções contidas no relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Na agenda doméstica, serão conhecidos os dados semanais da balança comercial.

    Fonte: Economia em Dia/ Bradesco

     

Comentários