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Professor da FGV explica o que brasileiros sem acesso a crédito devem fazer

10 de julho de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • Quem está com dívidas e sem acesso a crédito deve procurar o mais rápido possível renegociar suas dívidas com a instituição financeira. De acordo com o coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, o endividado deve procurar resolver o problema logo no início.

    “Ao perceber que a situação está ficando difícil e que não vai conseguir pagar as dívidas, a pessoa deve procurar o credor e expor, de imediato, a sua situação. Ser direto com a instituição e explicar as dificuldades é a melhor saída, pois o que interessa a ela é receber seu dinheiro de volta”, orienta Ricardo Teixeira.
    Em maio, aumentou de 21% para 25% a parcela de brasileiros que tentaram efetuar compras a prazo ou obter algum tipo de financiamento no último mês de maio e não conseguiram, na maioria das vezes, por estarem com o nome na lista de inadimplentes ou por não terem comprovante de renda. Os dados são do Indicador de Uso do Crédito e de Propensão ao Consumo, divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
    O professor da FGV lembra que na hora da negociação, o devedor tem que ser “firme” para conseguir reduzir o valor devido na hora de alongar o prazo da sua dívida. Ricardo Teixeira ressalta ainda que a taxa de juros é totalmente negociável. “Não aceite a primeira proposta do credor. Também não deixe de solicitar demonstrativos do saldo devedor para verificar tudo o que está sendo cobrado”, observa.
    Desempregados – Caso o endividado não tenha renda para comprovar, Ricardo Teixeira sugere a penhora da Caixa Econômica que possui um dos empréstimos mais baratos. “A Caixa empresta até 85% do valor de avaliação e o dinheiro sai na hora. Basta estar com o CPF regular na Receita Federal”, esclarece Ricardo Teixeira.
    Último caso – O professor da FGV lembra que existem inclusive linhas de crédito formatadas para consumidores que têm bens para colocar em garantia. As linhas disponíveis possibilitam colocar em garantia imóvel ou carro quitado, aplicações financeiras, joias e até o seu salário, na modalidade crédito.
    “O juro precisa ser muito mais baixo do que os empréstimos convencionais para valer a pena. E o cliente deve ter convicção de que conseguirá pagar, sob pena de perder seu bem”, explica o especialista em gestão financeira.
    Ricardo Teixeira recomenda jamais contrair empréstimos com agiotas. “Eles cobram taxas abusivas e usam práticas antiéticas e ilegais para cobrar as dívidas.”

    Fonte: Assessoria de Comunicação FGV

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