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[Economia em Minutos] Expectativas para a inflação caem

3 de julho de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • Mantendo a tendência das últimas semanas, as projeções para a inflação deste e do próximo ano foram mais uma vez revistas para baixo e a expectativa para o PIB de 2018 seguiu em queda, segundo as estimativas coletadas até o dia 30 de junho e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. As expectativas para o IPCA recuaram de uma alta de 3,48% para outra de 3,46% para 2017 e de 4,30% para 4,25% para 2018. A mediana das projeções para o crescimento do PIB, por sua vez, manteve-se inalterada em 0,39% para este ano e recuou de 2,10% para 2,00% para ano que vem. A mediana da taxa Selic, por sua vez, permaneceu em 8,50% para o final de 2017, mas caiu de 8,50% para 8,25% para 2018. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio foi ajustada de US$/R$ 3,32 para US$/R$ 3,35 para o final deste ano e seguiu estável em R$/US$ 3,40 para o final do próximo ano.

     

    Destaques da Semana 
    Primeiros indicadores de atividade de junho, que conheceremos nesta semana, devem apontar para arrefecimento da economia no fechamento do segundo trimestre

    Nosso cenário de continuidade de desinflação e moderação da atividade econômica no final do trimestre passado deverá ser confirmado com os indicadores que conheceremos nesta semana. Destacamos o resultado da indústria de maio, os primeiros indicadores de junho e o IPCA fechado de junho. Na terça-feira, a Pesquisa Mensal da Indústria deve mostrar que a produção industrial ficou estável na passagem de abril para maio. Além disso, conheceremos os dados da indústria automobilística referentes a junho: (i) emplacamentos, hoje, divulgados pela Fenabrave e (ii) produção, na quinta-feira, pela Anfavea. Os dados de inflação, por sua vez, devem confirmar a tendência desinflacionária. Na sexta-feira, teremos o resultado do IPCA, para o qual projetamos queda de 0,23%, refletindo o recuo das tarifas de energia elétrica e do preço dos combustíveis. Com isso, a variação da inflação em doze meses passará de 3,60% em maio para 3,00% em junho. Já o IGP-M, que será conhecido no mesmo dia, deve mostrar deflação mais intensa, de 0,85%, puxada pela retração dos preços dos produtos agropecuários no atacado. Por fim, conheceremos hoje os dados da balança comercial de junho, para os quais projetamos superávit de US$ 7,1 bilhões.

    Na agenda externa, o destaque desta semana será a divulgação dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos referentes a junho, na sexta-feira. Na quarta-feira, será divulgada a ata da última reunião do comitê de política monetária do Fed, que decidiu elevar a taxa de juros em 0,25 p.p. Na Área do Euro, destacamos os resultados das vendas do varejo do bloco em maio e da produção industrial da Alemanha relativa ao mesmo período. Ao longo da semana, ainda, teremos a divulgação dos índices PMI de junho das principais economias, que devem apontar para leve desaceleração da economia mundial no fechamento do segundo trimestre.

    Fonte: Depec/Bradesco

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