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[Economia em Minutos] Gradual Investimentos comenta Ata do Copom

6 de junho de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • O BCB divulgou na manhã de hoje a ata da sua última reunião e sem novidades no front: tal qual o comunicado semana passado a diretoria aponta para uma moderação no ritmo do corte, ou seja  menos 75 pontos base. Este expediente do BCB de antecipar a decisão da próxima reunião é derivado de dois fatores:

    1-) O BCB já apontou que tem “orçamento” para cortar até 8,50 no fim de 2017, logo as flutuações de curto prazo são conjunturalmente dadas;

    2-) No parágrafo 22 da ata – que reproduzimos a baixo – onde está a discussão sobre a divulgação deste raciocínio, avaliamos que o BCB restabeleceu, nem que seja a curto prazo, a volta do viés nas decisões do colegiado.

    “Assim, os membros do Comitê debateram os próximos passos na condução da política monetária. Avaliaram qual seria o possível ritmo de flexibilização adequado para a próxima reunião e a conveniência de uma sinalização antecipada dessa possibilidade. As análises sobre o ritmo adequado de flexibilização envolveram considerações sobre as projeções de inflação e de atividade, as estimativas de extensão e o atual estágio do ciclo, e os riscos em torno do cenário e dessas estimativas, inclusive os associados às perspectivas de reformas e ajustes na economia. Sobre a conveniência de sinalização, argumentou-se, por um lado, que a incerteza em relação à evolução do cenário básico (mais inflacionário ou desinflacionário que o atual) e o balanço de riscos recomendavam não conjecturar sobre possível ritmo a ser adotado no futuro. Por outro lado, salientou-se a necessidade, nesse momento, de oferecer direcionamento e elementos para reduzir a incerteza (e o escopo de possibilidades) sobre a trajetória futura da política monetária. Os membros concluíram por sinalizar que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária deve se mostrar adequada em sua próxima reunião, mas ressaltar que esse ritmo continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.”

    Para ler a ata, acesse:

    http://www.bcb.gov.br/htms/copom/not20170531207.pdf

    Para nós, contudo, o BCB pode ter que dar um corte e 100 ao invés de 75, por dois motivos:

    1-) a próxima reunião será dia 25/26 de julho e o IPCA acumulado em 12 meses neste mês estará abaixo de 3,40% em 12 meses. E mais: a inflação de junho deve apontar deflação;

    2-) os ados de atividade do segundo trimestre estrão em grande medida divulgados e sabemos que estes serão fracos.

    Se o BCB se manter fiel ao seu posicionamento de condicionar o corte dos juros no curto prazo à fatores conjunturais e o corte de longo prazo à taxa de juros estrutural (função das reformas em parte), o COPOM pode não ter opção a não ser cortar em mais 100 pontos base.

    Seja como for sabemos que até 2018 o viés é de baixa, depois depende do processo eleitoral.

    Hoje é um dia a se observar: o julgamento do TSE sobre a chapa Dilma/Temer pode mudar tudo; mas só para depois de 2018.

    Atenciosamente,

     

    André Guilherme Pereira Perfeito / Camila de Caso
    Departamento Economico
    www.gradualinvestimentos.com.br

     

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