Novidades

[Economia em Minutos] Crise política piora previsões para PIB e inflação

29 de maio de 2017 - por Ação Jovem sem comentários

  • Expectativas para o IPCA deste e do próximo ano foram ajustadas levemente para cima

    As projeções para a inflação deste e do próximo ano foram revisadas discretamente para cima, segundo as estimativas coletadas até o dia 26 de maio e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. As expectativas para o IPCA foram ajustadas de uma alta de 3,92% para outra de 3,95% para 2017 e de uma elevação de 4,34% para outra de 4,40% para 2018.

    A mediana das projeções para o crescimento do PIB, por sua vez, também foi calibrada de 0,50% para 0,49% para este ano e de 2,50% para 2,48% para ano que vem. Sem alterações em relação à última semana, a mediana da taxa Selic permaneceu em 8,50% para o final de 2017 e de 2018. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio passou de US$/R$ 3,23 para US$/R$ 3,25 para o final deste ano e de R$/US$ 3,36 para R$/US$ 3,37 para o final do próximo ano.
    Destaques da Semana
    Mercado doméstico nesta semana estará atento ao resultado do PIB do primeiro trimestre e à decisão do Copom
    A agenda doméstica desta semana terá como destaques a divulgação do PIB do primeiro trimestre e a reunião do Copom. Para o resultado do PIB do primeiro trimestre, a ser conhecido na quinta-feira, esperamos alta de 0,9% em relação ao trimestre anterior. Essa expansão será decorrente, em grande medida, do forte desempenho do setor agropecuário. Na quarta-feira, o Copom anunciará a decisão de política monetária, para a qual esperamos uma redução da taxa Selic de 1,00 p.p., passando de 11,25% para 10,25%. No mesmo dia, conheceremos a taxa de desemprego referente a abril, que deve continuar em tendência de alta, chegando a 13,8%.  Ainda na agenda de indicadores de atividade, o IBGE divulgará na sexta-feira o resultado da Pesquisa Mensal da Indústria que, segundo nossa estimativa, deve ter mostrado estabilidade na passagem de março para abril. Confirmando a tendência desinflacionária, projetamos queda de 0,83% do IGP-M de maio, que será conhecido na terça-feira, com a variação em doze meses desacelerando de uma alta de 3,37% para outra de 1,67%. Por fim, na quinta-feira, teremos o resultado da balança comercial de maio, para o qual projetamos superávit de R$ 7,6 bilhões, refletindo o crescimento das exportações.

    Nos Estados Unidos, destacamos a divulgação dos indicadores do mercado de trabalho referentes a maio, que devem reforçar a expectativa de uma alta dos juros na reunião de política monetária de junho. Na quarta-feira, conheceremos os dados da ADP de empregos no setor privado, enquanto que, na sexta-feira, teremos os dados da criação de vagas de trabalho e da taxa de desemprego de maio. Além disso, amanhã, serão conhecidos os indicadores de rendimento e gastos pessoais referentes a abril. Atentando-se ao restante da agenda global, os índices PMI da indústria de transformação das principais economias do mundo, que serão divulgados entre quarta e quinta-feira, devem apontar para continuidade do crescimento da indústria na passagem de abril para maio.  Na Alemanha, os dados das vendas do varejo de abril e da taxa de desemprego de maio, previstos para quarta-feira, também devem indicar a mesma direção. E, no mesmo dia, serão conhecidos os resultados preliminares da inflação ao consumidor da Área do Euro, referentes a maio.

    Fonte: Economia em Dia / Bradesco

Comentários