Novidades

Veja o que o Bradesco espera para a economia brasileira em 2017

16 de dezembro de 2016 - por Ação Jovem sem comentários

  • Em 2017, colheremos os benefícios da desinflação da economia

    – Entendemos que as medidas de política econômica tomadas até aqui têm adotado a direção correta e que levarão a uma melhora dos fundamentos da economia e retomada gradual do crescimento no médio prazo. Vimos avanços importantes na governança das contas públicas, com a promulgação da PEC do teto dos gastos públicos, e com o pacote anunciado recentemente de medidas microeconômicas, que visam diminuir a burocracia, facilitar o acesso ao crédito e regularizar a situação tributária das empresas.

    – Os benefícios do ajuste do setor externo e da desinflação da economia serão, enfim, colhidos, com queda substancial da taxa de juros, aliviando a situação financeira das empresas e iniciando um ciclo, ainda que modesto, de crescimento. Mas para que isso ocorra é tempestivo continuar avançando na agenda da governança fiscal e na melhora do ambiente dos negócios e do crescimento. Os ruídos do ambiente externo continuarão relevantes, mas, como a experiência recente nos mostrou, o endereçamento das questões internas seguirá determinante para a retomada da confiança e do crescimento.

    Esperamos aceleração marginal da economia global em 2017, mas riscos políticos estarão presentes e condicionarão a intensidade da melhora

    – Em linhas gerais, há forças que devem impulsionar a economia internacional para um ritmo de crescimento um pouco mais robusto em 2017, refletindo a perspectiva de impulso fiscal nos Estados Unidos e algum relaxamento das condições monetárias e financeiras em alguns países emergentes. A estabilização dos preços das commodities ao longo de 2016 é um fator adicional de sustentação da melhora da economia global em 2017, podendo reverter a tendência de queda dos investimentos nesse setor. Como efeito colateral dessa melhora marginal do crescimento previsto para 2017, devemos ter alta das taxas de juros globais, em particular nos Estados Unidos, com algum efeito sobre a farta liquidez global dos últimos anos, o que pode gerar alguma instabilidade nos mercados durante o processo de normalização monetária. Do ponto de vista dos riscos, os eventos políticos certamente estarão em destaque no ano que vem, em particular na Europa.

    Na retomada da economia brasileira em 2017, a indústria deverá mostrar maior dinamismo ante os demais segmentos

    – O cenário setorial em 2017 será pautado pela retomada da atividade industrial, refletindo a gradual melhora dos investimentos e das exportações, pela continuidade da ampliação do agronegócio e pelo desempenho mais moderado dos setores do comércio e dos serviços. Nesse sentido, as indústrias voltadas aos investimentos como máquinas e equipamentos, máquinas agrícolas e veículos pesados deverão ter melhores resultados, em termos de taxa de crescimento, ante os demais segmentos da economia, já que foram os mais afetados negativamente no período recessivo. Setores ligados à renda, como o comércio e os serviços, que tiveram comportamento mais resiliente na crise, deverão ter seu desempenho limitado pelo enfraquecido mercado de trabalho.

    Recuperação da produtividade  de grãos e elevação das exportações de carnes serão destaques do agronegócio em 2017

    – O agronegócio brasileiro deverá retomar o desempenho positivo no próximo ano,  favorecido (i) pelo clima mais chuvoso, que deverá beneficiar especialmente a produtividade das lavouras de grãos e (ii) pela manutenção da taxa de câmbio, que favorecerá uma boa rentabilidade das exportações e, consequentemente, preços em reais mais elevados. A produção de açúcar também deverá crescer na próxima safra, ao passo que a de café será menor. Ambas culturas, no entanto, seguirão com preços pressionados, diante da baixa relação estoque consumo mundial. O segmento de carnes continuará se destacando nas vendas externas, enquanto o mercado doméstico se mantém contraído.

    Fonte: Economia em Dia

     

Comentários