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[Evento] Saiba o que foi falado no evento da FGV sobre Educação Financeira

27 de setembro de 2016 - por Ação Jovem sem comentários

  • Denise Hills, Superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco esteve na Fundação Getúlio Vargas (FGV) para falar sobre Educação Financeira e o Ação Jovem foi lá para conferir.

    Denise apresentou uma extensa pesquisa sobre as particularidades dos brasileiros e, com muito carisma e bom humor, cativou a plateia.

    A pesquisa destaca que para os brasileiros o dinheiro ainda é um tabu: “se você não consegue falar sobre um assunto na mesa de bar, é tabu. No Brasil, a gente fala de sexo na mesa de bar, mas de dinheiro não”.

    Outro ponto curioso é a descoberta de que o brasileiro tem uma linguagem própria para falar de dinheiro: enquanto “crédito” é algo bom, que você usa para conquistar bens (casa, carro, uma bolsa cara) o “empréstimo” é aquilo que você usa em uma situação de dificuldade ou imprudência. Seguindo a mesma linha, ter dívida é diferente de estar endividado. Quem tem dívida está conseguindo pagar, já o endividado é aquele que atrasou suas contas.

    Os conceitos, que na prática têm o mesmo significado, são completamente distintos na cabeça dos brasileiros.

    Investir? Coisa pra rico que quer assumir risco e apostar. O brasileiro mesmo poupa, não investe.

    Além disso, Denise cita fatores históricos e sociais dos brasileiros. Nosso histórico recente de inflação alta fez, durante muito tempo, que a melhor alternativa fosse gastar logo para não perder poder de compra.

    Outro fator social relevante é a percepção de que gastar é bom, dá um senso de pertencimento, enquanto poupar é esconder, ser egoísta. Somos educados para lidar mal com as finanças.

    Denise defende que o papel dos bancos está deixando de ser o de  professor e passando a ser de inspirador, evoluindo de apenas ter a posse do dinheiro dos clientes e passando a ter a posse dos objetivos e das ferramentas para o cliente.

    Assim, os bancos podem ajudar cada vez mais pessoas a transformarem seus sonhos em planos e realizá-los. Para isso, Denise sugere que todos pensem sobre suas finanças por pelo menos meia-hora, para identificar os gastos fixos e, assim, terem uma noção de quanto podem se endividar. “Em média, os brasileiros conseguem encaixar os gastos fixos em 70% da renda, por isso os bancos sugerem ter dívidas até no máximo 30% da renda”. O ideal, no entanto, é poupar desde cedo uma parte desse valor.

    Denise explica que para mudar de hábito, uma pessoa precisa de pelo menos dez repetições para começar uma mudança e pelo menos 60 para dizer que mudou seu comportamento de fato.  O lado bom é que toda mudança positiva é acompanhada de outras. Quem poupa melhor se alimenta melhor, trabalha melhor e vive melhor.

    Denise reforça que nós sempre postergamos para começar a poupar. “O dia de poupar não é quando ganhar uma promoção, quando tiver comprado uma casa, quando tiver cuidado dos filhos ou ganhar na loteria. O dia de poupar é hoje”.

     

     

     

     

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