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Tá vendo aquela empresa que vale bilhões? É minha!

22 de setembro de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

  • Tá vendo aquela empresa que vale bilhões? É minha!

    Imagine ser o dono de sua própria empresa! Segundo o Ibope, este é o sonho de 71% dos jovens brasileiros, então é bem provável que seja o seu.Franquias-Baratas
    Agora, imagine que a sua empresa é enorme, você tem um presidente renomado trabalhando para você, gerando lucros milionários ou bilionários.
    Agora, pense em quanto dinheiro você já tem para construir esse império! Quanto é?
    Poxa, parece tão distante. Como eu poderia ser o dono da Ambev, da Natura, da Hering, do Pão de Açúcar?
    Uma possibilidade bastante acessível é comprando pequenas frações dessas empresas ao longo do tempo e receber uma fatiaproporcional do lucro. Nada mais justo e fácil, você só precisa se cadastrar em uma corretora, escolher a empresa em que quer apostar e comprar suas ações.

    E o que eu ganho com isso?

    As empresas de capital aberto (essas que são negociadas na bolsa de valores, sabe?) são obrigadas a pagar pelo menos 25% do lucro líquido, o lucro de verdade, depois que todos os custos (até a mordida do leão) já foram considerados. Estrategicamente, as empresas também podem distribuir mais lucro, por meio dos Juros Sobre Capital Próprio, então, se você tiver ações, vai receber sua parte dos ganhos, basta eles existirem.

    Tomate é um real! Tomate é um real!

    Imagine que você tem uma pizzaria e compra seu tomate na feira. O tomate vai servir para fazer molho e é quase um item decorativo de todas as pizzas, certo? Então, se pagar menos no tomate, seu lucro com a pizzaria vai ser maior.
    Comprar ações por meio da bolsa de valores é igual a ir à feira: se todo mundo estiver comprando tomate, o vendedor vai aproveitar para cobrar mais caro; mas se a feira estiver acabando e ainda tiver tomate na bancada, ele vai abaixar o preço para vender tudo.
    O preço das ações segue a mesma lógica: se a empresa parece boa, tem ventos a favor e tudo indica que terá ótimos lucros, um monte de gente vai compra-la, ela vai valorizar e você vai pagar mais caro se também quiser rachar a pizza. Já se a percepção é desfavorável, o preço da ação diminui.
    Os investidores tentam descobrir quando o preço da ação não está de acordo com o que deveria ser, porque se estiver caro demais é o momento de vender o tomate. Mas se estiver barato demais, de repente dá pra comprar na barraca e vender em seguida, para alguém mais desavisado.
    Mesmo que não venda, comprar barato faz muito sentido: Imagine que você tenha R$ 1.000,00 para investir e uma ação custe cem. Neste caso, você consegue comprar apenas 10 ações e receberá o dividendo proporcional às dez; mas, e se a ação custasse R$ 50? Você teria 20 ações e direito ao lucro dessas 20. Bem melhor, não é?

    Não é que eu sou pobre. É que eu sou pobre pra caramba!

    O preço de uma ação não é o que atrapalha se você tiver pouco dinheiro, porque tem ações negociadas a centavos – Sério!
    O problema é que você vai ter que contratar uma corretora, que vai cobrar uma taxa para se comunicar com a Bolsa de Valores e comprar e vender as ações em seu nome. Normalmente, esse custo fica em torno de uns R$ 5 a R$ 20,00, por operação, então proporcionalmente, se começar investindo uns R$ 1.000,00, seu custo já não vai ser tão alto ao ponto de atrapalhar o resultado. Existem outros custos pela guarda da ação e pelos serviços da bolsa de valores que também vale a pena checar, mas que não deveriam te impedir de começar a comprar suas ações.
    Artigo

    Mil reais? Eu pareço o Eike Batista?

    Cara, mil reais tá difícil, mas gostei do lance de ser dono da empresa e tal. O que eu faço?
    Uma opção legal são os fundos de ações. Neles, um profissional do mercado compra as ações para um grupo enorme de investidores, os cotistas.
    Se você tem pouco dinheiro, pode procurar um fundo que aceite aplicações pequenas e você terá na mão (por meio das cotas do fundo que você comprar) um monte de ações diferentes que não conseguiria comprar sozinho.
    Só tome cuidado com a taxa de administração, porque ela acaba com seu resultado. Por exemplo, se um fundo tem taxa de 3% ao ano, significa que você vai pagar todo ano 3% do que tiver no fundo. Imagine então que você aplicou R$ 500,00 e ganhou R$ 50,00, num cálculo aproximado, ela te tiraria uns R$ 16,50. Se a taxa fosse de 1%, te tiraria só R$ 5,50. Faz diferença, né? (O fundo sempre te mostra o resultado descontado da taxa de administração, não precisa fazer conta).

    Minha cabeça tá fervendo. Dá uma resumida, vai?

    É fácil: escolha uma empresa em que você confie e, se conseguir descobrir se ela está barata ou cara, é melhor, porque isso vai aumentar seu lucro. Mesmo que não consiga, vai comprando um pouquinho por mês, porque um dia você vai pagar mais caro, no outro mais barato. Na média, se você confia na empresa, vai ser um bom negócio.
    Você pode comprar ações por meio das corretoras, pagando as taxas de corretagem, pela compra e venda das ações; custódia, pela guarda das ações; e emolumentos, que vão pra bolsa.
    Se puder aplicar mais de R$ 1.000,00, isso já faz sentido. Senão, procure um fundo de ações.
    No caso dos fundos, você tem que saber a estratégia deles, ou seja, o que eles compram. Às vezes o fundo tenta imitar os índices que a bolsa tem, outras vezes, investem em setores específicos. É importante que você tenha confiança nessa estratégia. E sempre preste atenção na taxa de administração.
    Por último, as ações são negociadas o tempo todo, por isso é muito comum seus preços subirem e caírem muitas vezes no mesmo dia. Esteja preparado para isso.

    Por Gabriel Padovesi, CFP® é Planejador Financeiro Pessoal certificado internacionalmente e MBA em Economia, Investimentos e Mercado Financeiro pela USP. Profissional do mercado financeiro, com passagens pelo segmento de Private Bank, Produtos de Investimento e Consultoria de Investimento, tem o objetivo de aproximar o mundo das finanças dos jovens e do público em geral. Para isso, tem ministrado palestras e participado de congressos de finanças comportamentais para compartilhar um novo olhar sobre o papel dos especialistas financeiros na sociedade.

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