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As duas faces dos juros

15 de setembro de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

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    Os juros estão cada vez mais altos. O rotativo do Cartão de Crédito, o maior vilão de todos, já custa 350% ao ano para o usuário desavisado. Isso significa que uma compra de R$ 100,00 pode se tornar uma despesa de até R$ 450,00 ao fim de 12 meses.

     

    É justo os bancos cobrarem tanto com juros? E você, tem algo a ganhar com eles?

     

    Entendendo os juros

    Os juros são o preço que o banco cobra para deixar você passar um tempinho com seu dinheiro. Para calcular quanto vai custar o empréstimo, existem dois fatores principais:

     

    A taxa básica de juros Selic, que é uma referência divulgada pelo Banco Central, é o ponto de partida, que delimita um piso para os juros.

    O outro fator é o risco de lhe emprestar, o que está diretamente ligado àquilo que você vai fazer com o dinheiro.

     

    Por exemplo, para financiar um carro, os juros serão de 28,9% ao ano, bem menos do que o rotativo do cartão de crédito. Por quê?

     

    Primeiro porque, na pior hipótese, o banco toma o carro de você. Simples assim. Segundo porque o cartão de crédito não tem esse nome à toa: ele também é um crédito, uma confiança que o banco lhe deu. Se você está pagando o mínimo da fatura, você já deu o primeiro calote – e o banco te deu a opção de renegociar a dívida (ganhando um lucro enorme por isso).

     

    O outro lado da moeda

    Não são só os bancos que estão por aí concedendo empréstimo. Você mesmo, com pouco dinheiro, pode virar credor dos bancos e grandes empresas.

    Já pensou, emprestar dinheiro pro seu banco?

     

    Não é tão absurdo quanto parece! Existe um grande número de aplicações que são corrigidas pelo CDI, uma taxa que sempre é muito próxima da Selic, que hoje está em 14,25% ao ano. Então, é bem realista pensar num retorno de 10% a 12% num ano, já considerando o imposto que o governo tira.

    Ou seja, pra cada mil reais que você guardar, dá pra tirar um jogo pro seu X-Box ou PS3 no final do ano (de R$ 100,00 a R$ 120,00).

     

    Juro que quero saber

    Quer conhecer essas aplicações? Veja a lista abaixo:

     

    CDB-DI: títulos emitidos pelos próprios bancos. Hoje, tem banco que deixa aplicar a partir de R$ 100,00, mas os mais comuns são de R$ 500,00 ou 1.000,00 mesmo. O risco do CDB é igualzinho ao da poupança, tem até uma garantia até R$ 250 mil por CPF se o banco quebrar (para saber mais, procure por Fundo Garantidor de Crédito).

     

    Compromissada DI: irmã do CDB, é emitida pelo conglomerado do banco. Na prática, o risco é quase igual, mas algumas não garantem os R$ 250 mil.

     

    Tesouro Selic: já ouviu falar do Tesouro Direto? Este aqui é um de seus títulos. Para comprar, precisa se cadastrar numa corretora, mas com menos de R$ 200,00 já dá para aplicar.

     

    Fundos DI: normalmente, investem em CDBs e Compromissadas e no Tesouro Selic, a vantagem é não precisar da corretora. A desvantagem é que tem mais uma taxa, chamada taxa de administração, e ela normalmente é alta quando você aplica valores baixos. O recomendável é não aplicar em fundos com taxas maiores que 1%, mas se não der, é melhor aplicar do que deixar o dinheiro parado.

     

    Com qualquer aplicação acima, você vai ter um bom resultado no cenário atual. Lembre-se de escolher uma instituição que você confia e comece já a guardar dinheiro.

     

    No fim das contas, até os juros tem dois lados. De que lado você está?

     

     Por Gabriel Padovesi 

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