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Pagar dívidas ou comprar presente para o namorado(a)?

10 de junho de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

  • Uma pesquisa da FecomercioSP mostrou que os paulistanos preferem pagar dívidas a comprar presentes no Dia dos Namorados. A entidade estima que o faturamento do comércio com a data será, este ano, R$ 10 milhões inferior ao ano passado. 

    Os reflexos da atual conjuntura econômica indicam que as vendas do Dia dos Namorados devem registrar queda em 2015. Os juros altos, a inflação elevada, somados à piora no mercado de trabalho continuam impactando negativamente na confiança do consumidor, que está mais conservador e passou a priorizar a quitação dos débitos.

    De acordo com a sondagem da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – realizada em 1º de junho, com 1.120 consumidores na capital paulista -, 77,3% dos paulistanos disseram que optarão por pagar as dívidas e não presentear os companheiros no Dia dos Namorados, caso tivessem de escolher um ou outro. É o maior índice registrado na série histórica, iniciada em 2011.

    Outra proporção que aumentou significativamente foi a de quem não vai presentear por estar em condições financeiras ruins ou endividado (41% ante 29,5% em 2014). O desemprego também foi apontado como um importante motivo entre os que não desejam presentear: 6,1% não comprarão presentes devido à falta de emprego, contra 2,4% vistos no ano anterior.

    A assessoria econômica da Entidade estima que o Dia dos Namorados irá movimentar R$ 250 milhões na cidade de São Paulo em 2015, aproximadamente R$ 10 milhões a menos em relação ao mesmo período do ano passado (-3%).

    Tíquete médio – Por outro lado, a sondagem aponta que 68,6% dos entrevistados desejam presentear seus companheiros. O valor do tíquete médio apurado foi R$ 66, o que representa um pequeno aumento (3%) em relação a 2014, quando os namorados gastaram R$ 65.

    Apesar dessa alta, o valor não acompanhou a inflação média atual de 8%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o que significa uma queda de 5% no valor do tíquete médio do presente em termos reais. O recuo, porém, é menor do que o observado no Dia das Mães, quando o valor médio caiu de R$ 65 em 2014 para R$ 57 em 2015, queda de 20% em termos reais.

    Em relação à forma de pagamento, 71,8% dos paulistanos pretendem comprar à vista, enquanto 25,3% optarão por pagar com o cartão de crédito. Também foi constatado no levantamento que 75,6% dos entrevistados costumam pesquisar antes de decidir qual presente comprar. Para esses que pesquisam, a maioria (36,1%) costuma visitar de três a seis estabelecimentos antes de se decidirem. O costume de comprar o presente na véspera da data será mantido por 40,3%, enquanto para 40,8%, o presente foi comprado com uma semana de antecedência.

    Os casais parecem estar em sintonia quando o assunto é o presente e há uma coincidência entre eles em relação ao que gostariam e o que devem ganhar. Os dados mostram que 36,6% dos entrevistados esperam receber itens de vestuário, calçados e acessórios e 7,9% perfumes e cosméticos, enquanto 38,3% querem presentear com vestuários, calçados e acessórios e 14,1% com perfumes e cosméticos.

    A pesquisa mostra ainda que, entre os que não querem presentear os companheiros, 48,5% até estariam dispostos a comprar um presente após a data para aproveitar uma boa promoção.

    Fonte: Fecomércio

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