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Brasileiros inadimplentes comprometem mais de 7 vezes sua renda mensal com dívidas atrasadas

18 de março de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

  • Uma pesquisa mostrou que, em média, o consumidor que está com o nome sujo há cerca de dois anos deve 768% de sua renda familiar mensal, de R$ 2.822,00. Em média, esse consumidor deve para 3,7 diferentes empresas, adquiriu essas dívidas por meio do cartão de crédito e de lojas e tem um débito total de R$ 21.676,00 junto às empresas credoras – já embutidas as multas e as taxas cobradas pelo atraso.

    Os dados são de uma pesquisa sobre A Recuperação de Crédito no Brasil, encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo Portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz, realizada nas 27 capitais brasileiras entre os dias 1 e 8 de fevereiro.

    Para a professora universitária e Coordenadora Educacional do Ação Jovem, Virginia Prestes, o resultado desta pesquisa é extremamente preocupante e mostra o quão despreparado em relação à educação financeira é atualmente o consumidor brasileiro. “Pior ainda quando contextualizamos ao cenário econômico brasileiro: juros altos, inflação acima do teto da meta e retração do PIB. Há urgência em disseminar o conhecimento em finanças pessoais e fomentar a cultura de poupança em nossa população”, afirma.

    Vejam outras constatações da pesquisa:

    Cartões de crédito e de lojas lideram os atrasos

    Deixar de pagar a fatura do cartão de crédito é a principal razão apontada por três em cada cinco entrevistados inadimplentes (61%) para ter ficado com o nome sujo, ao lado de atrasos nas parcelas de cartões de loja (51%), no pagamento de empréstimos (31%) e de boletos bancários (37%). Outras razões mencionadas foram os cheques sem fundo (20%), deixar de pagar o cheque especial (18%) e o atraso com parcelas de financiamentos (15%).

    A pesquisa indica que a quantidade de parcelas não pagas representam algo entre 53% e 72% do total de parcelas acordadas no momento da compra. No que diz respeito especificamente ao cartão de crédito, os atuais inadimplentes dividiram as compras numa média de 6,1 vezes e deixaram de pagar 3,6 prestações, o que representa um atraso de 59% das parcelas inicialmente acordadas.


    Motivo que originou a dívida

    Quase a metade dos consumidores entre inadimplentes e ex-inadimplentes (48%) ouvidos na pesquisa afirmam que a falta de planejamento no orçamento pessoal é principal a razão apontada para não pagar as contas. Em seguida, entre as justificativas citadas, vem a perda do emprego (28%), a diminuição da renda (21%), o atraso de salário (17%) e as compras acima do que lhes permitia o orçamento (16%). “A tendência do consumidor, quando decide cortar gastos é diminuir as despesas com vestuário e calçados [39%], lazer [38%], alimentação fora de casa [34%], salão de beleza [21%] e telefonia celular [21%]”, enumera Kawauti.

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