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Artigo: “Os 7 principais motivos para tirar seus investimentos da poupança” – Por Leandro Martins, consultor de investimentos

3 de fevereiro de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

  • Por Leandro Martins, consultor de investimentos e analista-chefe da Walpires Corretora

    Poupança: Pouca rentabilidade, esta próxima ou mesmo inferior da inflação, e criação de novos produtos são alguns dos motivos para sair da caderneta de poupança. Além de ser muito ruim no curto prazo, pois resgates fora dos aniversários a cada 30 dias perdem a rentabilidade do período.

    Com mais de 40% de investidores, quase ¼ da população brasileira, a popularização desta modalidade de investimento reflete a baixa qualificação em educação financeira e investimentos do brasileiro, que perde 200 horas por mês para conquistar seu suado dinheiro, mas na hora de investir acaba até mesmo perdendo para a inflação.

    Segue abaixo os 7 principais argumentos pelo campeão da carteira recomendada de 2014:

    1. Baixa rentabilidade

    Opções como o Tesouro Direto (compra facilitada de títulos públicos) podem oferecer rentabilidade superior à poupança, mas “com segurança e liquidez compatíveis”. Ou boas estratégias em ações com o uso da Análise Técnica de Ações, ferramenta disponível aos investidores e que foi muito utilizada pelo campeão da carteira recomendada em 2014, Leandro Martins.

    Apenas ao comparar com o Tesouro Direto, em vez de cerca de 6% ao ano na poupança, já temos títulos públicos com rentabilidade de praticamente o dobro. Diferença de 100% em seus rendimentos.

    2. Necessidade de diversificação

    Vale a pena diversificar com ativos de maior potencial de retorno, além de distribuir os riscos em mais de um tipo de investimento. A diversificação se mostra importante na gestão de qualquer carteira individual, ainda mais ao pensar que temos oportunidades muito melhores do que a caderneta de poupança.

    Já para um grande investidor, que tenha por exemplo 1 milhão de reais na poupança, em caso de quebra do banco, ele receberá apenas 250 mil reais pelo FGC, que é o Fundo Garantidor de Crédito. Vale ressaltar que o FGC cobre outros tipos de investimentos, e não apenas a caderneta de poupança.

    3. Alta da Inflação

    Com índices inflacionários subindo mais de 6% ao ano, como o IPCA e o IGP-M, a valorização da poupança no máximo se equipara com a inflação, e o investidor não consegue nenhuma valorização real na caderneta de poupança. Com isso perde, ao longo do tempo, poder aquisitivo. Ou seja, está obtendo juros reais zero.

    4. Ações boas pagadoras de dividendos

    Ainda há na bolsa de valores algumas boas empresas que pagam bons dividendos, e se escolhidas de forma correta, tendem a render mais que a poupança, sem citar a possibilidade de valorização, após anos onde nossa bolsa ficou mais travada após a forte alta entre 2002 e 2008.

    5. Desenvolvimento de novos produtos.

    A popularização dos títulos públicos do Tesouro Direto com a possibilidade da pessoa física comprar títulos a partir de baixos valores como por exemplo R$200,00, assim como a criação das Fundos de índices no Brasil, onde a compra do mais popular permite acompanhar o Ibovespa, com taxa muito menor que a de um fundo de ações, são produtos que atraem o investidor inteligente.

    6. Incentivos fiscais em outros investimentos

    Apesar da caderneta de poupança ser isenta de tributação, o governo vem propiciando a outros investimentos incentivos e reduções tributárias para outros investimentos. Como por exemplo a LCI (Letra de Crédito Imobiliário), que rende aproximadamente o dobro da caderneta de poupança.

    7. Redução das taxas de administração ou corretagem de outros ativos

    Produtos como os fundos de índice que replica a carteira do Ibovespa e títulos públicos do Tesouro Direto, apresentam taxas menores que 1% ao ano, e com isso, tal custo é mínimo perante tais potenciais de rentabilidade, bem superiores ao da caderneta de poupança. Ou seja, atualmente temos muitas opções com baixo custo e fácil acompanhamento, onde devemos apenas aprender quais são essas opções e como distribuí-las em nossos investimentos.

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