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Mercado espera que inflação chegue a 7% em 2015!

26 de janeiro de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

  • Toda semana o Banco Central divulga um relatório com expectativas para indicadores econômicos do país, baseado em dezenas de projeções de analistas do mercado financeiro – o relatório Focus. No documento desta segunda-feira, como já era esperado, a mediana das estimativas para a inflação subiu, já incorporando a prévia do IPCA (IPCA-15), divulgada na sexta-feira, que marcou alta de 6,69% nos preços em 12 meses até janeiro.

    Com isso, os economistas estão esperando que os preços subam nada menos que 6,99% neste ano. Se confirmada no fim do ano, essa será o maior alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 11 anos – só 2004 foi pior (alta de 7,6%).

    O governo já começou a agir desde o ano passado para tentar conter a alta dos preços. A ferramenta mais utilizada hoje no Brasil é o aumento de juros que, teoricamente, reprime a intenção das pessoas em usarem crédito (porque este estará mais caro) e, consequentemente, gastar. Se não há consumidores, as lojas e os prestadores de serviços – mais uma vez, teoricamente – baixam os preços para atrair clientes. E assim, os preços em geral acabam caindo. Na semana passada o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a Selic, taxa básica de juros, de 11,75% para 12,25%.

    Parte dessa alta inflacionária vem dos alimentos – carne, em especial – mas, outra parte virá das tarifas controladas pelo governo anos antes – combustível e energia. Estima-se que as contas de luz subam, me média, 40% em 2015.

    A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já deixou claro que não há muita coisa a se fazer para salvar o ano de 2015 e que o foco é arrumar a casa para, em 2016, a inflação ser controlada e a economia crescer. A expectativa dos economistas ouvidos para o relatório Focus é de alta de apenas 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015. Na semana passada, o próprio ministro da Fazenda admitiu que a economia ia crescer próximo a zero neste ano.

    E o que isso tem a ver com você? Bom, com preços altos e atividade econômica fraca, os brasileiros não podem contar com um ano muito fácil. As compras no supermercado podem ficar mais caras, o seu salário vai lhe permitir consumir menos do que antes (poder de compra diminui) e as empresas podem reduzir as ofertas de emprego e até promoções – se não fizerem cortes no quadro de funcionários.

    Nesta segunda, por exemplo, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) já mostrou que os brasileiros não estão muito otimistas. O índice de confiança do consumidor na economia, em janeiro, registrou a menor pontuação de toda a série histórica, que começou em setembro de 2005.

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