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Semana é marcada por notícias ruins para os brasileiro

22 de janeiro de 2015 - por Ação Jovem sem comentários

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    O Copom (Comitê de Política Monetária) foi enfático com sua nova estratégia de controlar a inflação: subiu ainda mais os juros básicos nesta quarta-feira. Agora a Selic está em 12,25%, aumento de 0,5 ponto porcentual. Na semana passada, os brasileiros já haviam sido surpreendidos com a decisão da Caixa Econômica Federal, que detém 70% do mercado de financiamento imobiliário, de elevar também os juros desse tipo de empréstimos.

    Na prática, isso dá margem para as instituições financeiras que atuam no Brasil elevarem também seus juros. O objetivo é simples: frear o consumo, já que, com juros altos, o crédito fica mais caro e as pessoas pensam mais vezes antes de comprar algo à prazo. Assim, com consumo menor, a lógica seria que os preços caíssem (lei da oferta e da procura) e o índice de inflação desacelerasse.

    Apesar de a elevação de juro ser uma ferramenta para frear a inflação, ela deve também prejudicar o desempenho da economia. O brasileiro já está consumindo menos. As vendas do comércio varejista, de janeiro a novembro, por exemplo, só subiram 2,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Sem demanda, a indústria também diminui sua produção, o que ficou evidente em outro indicador do IBGE. A produção industrial caiu 3,2% no acumulado dos 11 primeiros meses do ano.

    O mercado financeiro espera que a economia brasileira cresça apenas 0,38%, de acordo com a última pesquisa semanal Focus, do Banco Central. Mas, o relatório ainda não incorporou duas notícias muito importantes que aconteceram nesta semana.

    A primeira foi o anúncio do aumento de impostos – IOF para operações de crédito; retomada da cobrança da Cide, o imposto sobre combustíveis; a elevação de 9,25% para 11,75% da alíquota do PIS/Cofins para produtos importados; além da cobrança de impostos maiores das empresas de cosméticos.

    A segunda foi a expectativa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que o Brasil vai crescer próximo a zero neste ano, durante o Fórum Econômico Mundial. Há economistas que já acreditam em PIB (Produto Interno Bruto) negativo em 2015. Levy acredita que o país deve sacrificar a economia em 2015 para salvar no longo prazo, a partir de 2016.

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