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O IPCA fechará o ano abaixo dos 6,5%, diz economista

7 de novembro de 2014 - por Ação Jovem sem comentários

  • Para o economista e parceiro de conteúdo do Ação Jovem, Pedro Paulo Silveira, a inflação, medida pelo IPCA, vai bater no teto da meta do governo: 6,5%. Veja parte do artigo que ele postou em seu blog:

    Hoje o IBGE anunciou o IPCA de outubro, e a inflação oficial do país veio em desaceleração em relação ao mês anterior: 0,42% x 0,57%. A alimentação apresentou desaceleração de 0,76% para 0,46% e o mesmo ocorreu com energia, que caiu de 0,77% para 0,68%. Somados, ambos representaram 50% do aumento do IPCA no mês, continuando a tendência que foi a do ano. A forte seca fez preços dos alimentos e da energia elétrica explodirem, com alimentos subindo 6% e energia elétrica 11,18%. Como consequência, a inflação acumulada em doze meses continua acima do teto da meta, de 6,50%.

    Contrato o aumento dos combustíveis, é possível que tenhamos um impacto de 0,2% a 0,3% no IPCA entre novembro e dezembro e mais 0,05% a 0,1% na rodada de aumento dos ônibus urbano/interurbano no primeiro trimestre do ano que vem. Para que a inflação feche o ano dentro da meta, os preços, exceto os combustíveis, só poderão subir 1,18% nos dois meses restantes do ano. Como os alimentos tendem a se comportar bem, por conta do retorno das chuvas no Sudeste/Centro-Oeste, é possível que a inflação feche dentro da meta. Se escapar, será por pouco.

    O fundamental é que, tudo indica, o governo foi tímido no aumento dos combustíveis para evitar muito alarde em torno da inflação. Entre o ruído em torno da Petrobrás e o barulho em torno do IPCA, o governo preferiu punir a petroleira. O mercado reagiu dentro do esperado: analistas veem um aumento do EBITDA dentro de um intervalo de R$ 5,7 bilhões e R$ 6 bilhões segundo a Broadcast. Credit Suisse, Merrill Lynch e UBS ainda veem “defasagem” entre os preços domésticos e os internacionais. Em geral, os analistas consultados pela mídia especializada mostraram forte decepção com o aumento e isso se refletiu na queda de mais 2% no preço das ações.

    O azedume do mercado com o governo também se reflete no dólar, que sobe fortemente, e nos juros. Não houve refresco para a presidente eleita, nem pela oposição, nem pelo mercado. É muito provável que esse clima se mantenha por mais tempo, mantendo um viés baixista para os preços dos ativos brasileiros.

    http://pepasilveira.blogspot.com.br/2014/11/hoje-o-ibge-anunciou-o-ipca-de-outubroe.html

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